Uma mulher de 25 anos foi presa em flagrante na quinta-feira (23), em Barretos (SP), suspeita de comercializar medicamentos para emagrecimento de origem ilegal e sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a Polícia Civil, os produtos eram contrabandeados e representavam riscos à saúde dos consumidores.
A investigada, identificada como Lara Castro, estudante de Direito, teria utilizado redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgar e vender medicamentos à base de tirzepatida, substância utilizada no tratamento do diabetes e também procurada para emagrecimento.
Entre os produtos oferecidos estavam versões estrangeiras comercializadas com nomes como T.G. e Tirzec, popularmente conhecidos como “Mounjaro paraguaio”.
Operação apreendeu medicamentos sem procedência
A prisão ocorreu durante a Operação Inconfidentes, realizada por equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), com apoio da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Barretos.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão — três na residência da suspeita, no bairro Henriqueta, e dois em endereços ligados a uma possível colaboradora.
Na casa da investigada, os policiais apreenderam grande quantidade de medicamentos sem comprovação de origem ou regularização sanitária.
Faturamento de R$ 100 mil em quatro meses
De acordo com o delegado Marcelo Gambi, responsável pelas investigações, a suspeita confessou ter faturado aproximadamente R$ 100 mil em apenas quatro meses com a comercialização dos produtos.
Cada ampola era vendida por cerca de R$ 650. Ainda segundo a polícia, ela admitiu que adquiria os medicamentos no Paraguai, utilizando rotas por cidades do Paraná para tentar evitar a fiscalização nas fronteiras.
A Polícia Civil também apura a existência de uma possível rede de distribuição para diversas regiões do país.
Riscos à saúde
A suspeita foi encaminhada à Central de Polícia Judiciária de Barretos e responderá por crimes relacionados à importação e comercialização de produtos sem registro sanitário.
A Polícia Civil alerta para os riscos do uso de medicamentos irregulares. Produtos sem controle sanitário podem apresentar dosagens inadequadas, contaminação ou composição desconhecida, colocando em risco a saúde dos consumidores.
Segundo o delegado, o uso dessas substâncias pode provocar complicações graves e até levar à morte.






